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sábado, 12 de setembro de 2015

Bolo italiano de laranja e azeite

Conforme prometido, aqui segue uma receita doce utilizando o azeite de oliva. Na minha busca por uma receita desse tipo, sabia que podia delegar essa tarefa aos italianos. Eles têm uma tradição forte de acrescentar o azeite a bolos, biscoitos, gelattos, chocolates e tudo o que é doce. Pode parecer um pouco estranho para nós brasileiros acostumados com óleo e manteiga, mas confiem, se não em mim, nos italianos que manjam de confeitaria há alguns séculos a mais que os tupis desse lado do Atlântico.


Resolvi-me por uma receita tradicional com menos probabilidade de desagradar: um bolo de laranja. É quase o bom e velho bolo de laranja da vovó, só mais saudável. Utilizei uma base de receita do bolo 1-2-3-4, alterando um pouco as proporções pois utilizei medidores brasileiros (200mL) e não americanos (240mL). Como a receita é da vovó, não temos peso em gramas nem líquidos em mililitros. É tudo na base da xícara.

Substitui parte da farinha de trigo por amido para dar ainda mais leveza à receita, porém uma boa ideia seria utilizar farinha de amêndoas para criar uma textura diferente. Cobri com açúcar de confeiteiro polvilhado e lascas de amêndoas, mas isso fica a critério da sua criatividade: glacê de limão, calda de açúcar, casca de laranja cristalizada, cobertura de cream cheese, etc.


Só uma última observação, é "o bolo" para o café da tarde: leve, macio, sem esfarelar, úmido, doce na medida, com uma casquinha mais dura na parte superior, derretendo na boca, com o aroma da laranja na primeira mordida e o sabor final do azeite na língua. Não precisa de coberturas complicadas ou caldas. É perfeito por si só. Daqueles que uma só fatia não basta.


Bolo italiano de laranja e azeite (Em xícaras de 200mL)


4 ovos
1 e 1/2 xícara de açúcar refinado
3/4 xícara de azeite de oliva virgem (ou extravirgem, caso queira um sabor mais destacado)
2 e 1/2 xícaras de farinha de trigo
1/2 xícara de amido de milho
Raspas e suco de 1 laranja-baía e 1 limão-taiti
Água para completar
1 colher de chá de extrato de baunilha
1 colher de chá de bicarbonato de sódio
1 colher de chá de fermento químico
Açúcar de confeiteiro e lascas de amêndoas para polvilhar


Pré-aqueça o forno a 175ºC. Unte e enfarinhe uma forma redonda de 28 cm. Peneire a farinha, amido, bicarbonato e fermento. Meça o suco da laranja e do limão e acrescente água suficiente para completar 1 xícara de líquido. Bata os ovos em temperatura ambiente na batedeira planetária até o ponto de fita. Vá acrescentando o açúcar as poucos enquanto continua a bater. Junte as raspas de laranja e limão e a baunilha e misture. Continue batendo na batedeira e vá adicionando o azeite em fio. Depois de todo incorporado, alterne os secos peneirados e os líquidos, misturando à mão com uma espátula. Despeje na forma preparada e asse no forno aquecido por aproximadamente 1 hora.
Deixe esfriar antes de desenformar e decorar.

domingo, 22 de dezembro de 2013

Panificação, como te adoro, eu como e eu te adoro

Pão é uma coisa dos deuses, essa frase poderia resumir o que penso sobre a panificação. Muitos ingredientes têm recepção negativa pelo público em geral, não o pão. Nunca conheci alguém que desgostasse de pão e creio que nunca conhecerei tal pessoa. De certa forma, o pão é um alimento que nos une como humanos, pois em qualquer parte do planeta a que for, da comunidade mais isolada de um deserto africano ao epicentro do capitalismo em Nova Iorque, o pão está presente. Obviamente, em um curso de gastronomia não poderia faltar a disciplina de Panificação, embora eu pense que os temas deveriam ter sido melhor explorados.

Aqui vão as fotos da avaliação prática final, em que cada grupo apresentou pães tradicionais de um país específico. Seguem também as receitas dos pães que meu grupo preparou, o Nikuman e o Melon Pan, do Japão. O Nikuman é um pãozinho no vapor com recheio de carne de porco moída com shiitake, cebolinha, e gengibre, lembra bastante um guioza. Geralmente consomem esses pães no café da manhã e são muito populares também na China. Já o Melon Pan é um pão doce simples que recebe esse nome porque a camada de biscoito que reveste o pão craquela enquanto assa e fica parecida com um melão.

Itália - Bruschettas e Grissini

Argentina - Empanadas doces e salgadas

Brasil - Pão de queijo e pão recheado com doce de banana

Portugal - Broas de milho e bolinhos de arroz

Líbano - Esfihas fechadas de carne, esfihas abertas com zaatar, Baba ganoush e Homus
Estava tudo delicioso, foi o melhor grupo, sem dúvidas!

Hungria - Não me lembro o nome dos doces, mas eram uns pães recheados com nozes, chocolate e coco

Espanha - Os pães salgados eram a Coca Salada, um tipo de pizza. O doce não apareceu na foto, era a Tarta de Santiago
Os docinhos de tâmara que aparecem na frente são do Líbano, chamados Mamul




Japão - Melon pan de chá verde e com gotas de chocolate e Nikuman

Melon Pan

Pão de leite com cobertura de biscoito
(ZOJIRUSHI. Breadmakers recipe: Melon-pan)


Massa:
Fermento biológico seco: 5 g
Leite integral: 210 mL
Ovo: 1 unidade
Manteiga: 28 g
Açúcar refinado: 46 g
Sal: 5 g
Farinha de trigo 3 : 425 g

Biscoito:
Farinha de trigo : 280 g
Fermento químico: 3,5 g
Manteiga: 115 g
Açúcar refinado: 100 g
Ovo: 1 unidade
Essência de baunilha: 5 mL
•Opcionais:
Chá verde em pó (matchá): 4,5 g, ou
Mini gotas de chocolate: 80 g

Modo de preparo do biscoito
Combine a farinha e o fermento (opcional: e o matchá) e reserve. Na batedeira, bata a manteiga com o açúcar até ficar cremoso. Adicione o ovo e a baunilha e bata novamente. Incorpore os ingredientes secos (opcional: e as mini gotas de chocolate) com uma espátula. Molde em formato de tronco, cubra com plástico filme e leve à geladeira por 30 minutos.
Modo de preparo da massa
Dissolva o fermento no leite morno e junte o açúcar, o ovo, a manteiga em ponto pomada. Misture bem e vá acrescentando a farinha de trigo. Por último, adicione o sal. Sove bem até atingir o ponto de véu. Transfira para um bowl untado, cubra e deixe fermentar até dobrar de tamanho. Divida a massa em 16 pedaços de peso idêntico. Boleie e reserve. Divida a massa do biscoito em 16 partes iguais e, com um rolo, abra em círculos que cubram o tamanho do pão. Cubra cada pão com o círculo de biscoito e faça cortes rasos para imitar uma rede. Disponha em forma untada e deixe fermentar por mais 30 minutos. Salpique açúcar por cima dos biscoitos e leve ao forno a 175ºC por 15 minutos.

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Nikuman

Pão no vapor com recheio de carne de porco


Massa:
Água morna: 180 mL
Fermento biológico seco: 10 g
Açúcar refinado: 35 g
Farinha de trigo: 300 g
Óleo vegetal: 15 mL
Sal: 2 g

Recheio:
Coxão mole suíno moído: 250 g
Molho de soja: 45 mL
Molho de ostra: 5 mL
Saquê: 15 mL
Pimenta-do-reino preta: q.b.
Sal: 2 g
Açúcar: 5 g
Óleo de gergelim: 30 mL
Cogumelos shiitake desidratado: 3-5 unidades
Gengibre ralado: 1 colher de sopa
Cebolinha: q.b.
Amido de milho: 1 colher de sopa
•Opcional: Acelga picada: 100 g

Molho:
Molho de soja: 15 mL
Vinagre de arroz: 30 mL
Gengibre ralado: ¼ de colher de chá


Modo de preparo da massa
Dissolva o fermento na água morna e junte o açúcar e duas colheres de sopa da farinha. Deixe fermentar em local aquecido por 15 minutos ou até espumar. Peneire a farinha restante numa tigela e sobre ela vá despejando a esponja, trabalhando a massa. Quando toda a farinha estiver incorporada, acrescente o óleo e o sal e sove bem. Transfira para um bowl untado, cubra e deixe fermentar até dobrar de tamanho. Divida a massa em duas partes e divida cada metade em 6 pedaços. Boleie, abra com um rolo, recheie e feche as pontas, apertando bem. Deixe fermentar novamente e cozinhe no vapor por 15 minutos sobre folhas de papel manteiga.
Modo de preparo da massa
Reidrate os cogumelos em água morna por 25 minutos. Escorra bem e corte em brunoise. Rale o gengibre e corte a cebolinha em brunoise. Misture a carne com os molhos de soja e de ostra, o saquê, a pimenta, o sal, o açúcar, o óleo de gergelim e o gengibre. Junte os cogumelos, a cebolinha e o amido (opcional: e a acelga picada) e misture bem. Reserve.
Modo de preparo do molho
Misture o molho de soja, o vinagre e o gengibre.

terça-feira, 16 de julho de 2013

Coursera e relatos salivantes

Nessas férias, estou tomando um tempo para me desvirtuar da culinária. Isso não vai implicar um abandono da cozinha, não se preocupem, queridos leitores. Embora, devido à minha mente leve como pluma, abster-se de um atividade seja perigoso, pois posso me deixar levar por outros ares. Mas, não, não. Estou me mantendo ocupada com atividades familiares e seguras como leitura, desenho, filigranas, filmes, dança, patinação (e culinária, claro!), sem aprofundar-me por regiões artísticas obscuras e tentadoras.

Na última semana, iniciei um curso no Coursera, uma organização que faz parcerias com universidades e faculdades reconhecidas para trazer à rede gratuitamente cursos à distância das mais diversas áreas de estudo. Recomendo que espiem o site e se encontrarem algo que lhes chame a atenção, inscrevam-se.Os cursos relacionados à gastronomia são um pouco restritos e escassos, mas pelo menos estão lá. Se se interessar por administração ou algo assim, cursos para atender às suas necessidades não faltarão.

Os cursos são compostos por vídeo-aulas e lições a serem entregues nas datas especificadas e toda a comunicação é em inglês. Além disso, há fóruns para discussão com outros alunos e recebe-se nota pelas entregas e certificado ao final do curso. Atualmente, estou cursando "The Science of Gastronomy" pela The Hong Kong University of Science and Technology. Passou apenas uma semana (1/6), mas estou adorando! Já aprendemos sobre transferência de energia por condução, convexão e radiação e sobre como funciona a conexão entre cérebro e aparelho digestivo, como o inconsciente influencia a apreciação de um prato, etc.

Esses cursos me animaram e acabei por me inscrever em outros dois, heheh. Também no Coursera farei "The New Nordic Diet - from Gastronomy to Health" da University of Copenhagen. E no edX, participarei de "SPU27x Science and Cooking: From Haute Cuisine to Soft Matter Science" da Harvard. É, vocês leram direito, Harvard! Que divertido! Hihihih

Não pretendia, mas vou contar o que andou rolando aqui em chez Marcela para deixá-los com gostinho na boca.

Assado de sobrecoxas de frango com alecrim, couve-de-Bruxelas, mandioquinha, abóbora japonesa, tomates, dentes de alho e cebolas-pérola
Digo apenas "apetitoso".

Sauerkraut
Me joguei no chucrute e parece que deu certo. Depois de uns dois dias, o sabor da fermentação estava bom para mim, então o enfiei na geladeira. Incrementei-o com umas cebolas-pérolas, cominho, mostarda, sementes de anis e acho que só.

Bolo de chocolate com azeite (sem glúten) e Sorvete de café
Tudo da Nigelissima. Vi o episódio em que prepara essas duas guloseimas na sexta-feira. Não me aguentei e sábado fui preparar os benditos. O bolo (aqui está a receita) é delicioso, mas achei muito oleoso e pouco doce. Ficou perfeito servido com uma compota de kumquat ou com morangos assados. A Nigella (e creio que eu também) anda com essas manias de bolo sem lactose e sem glúten, sempre com bastante ovos, gordura e farinha de amêndoa (vide Bolo de fubá com calda de limão siciliano).
Alterei a receita do sorvete (link para a receita), pois não iria usar creme de leite fresco e queria descobrir se o creme de soja comum batia em ponto de Chantilly. E descobri que não bate. Mas o sorvete ficou delicioso, a diferença é que tive de tirá-lo da geladeira repetidamente para quebrar os cristais de gelo. Só faltou comê-lo como um sanduíche em pão de brioche para completar a experiência italiana heheh.

Somen em caldo de especiarias com fatias de fraldinha, shitake, acelga chinesa, brotos de feijão e cebolinha
Foi uma versão mistureba Japão/Vietnã, utilizando o caldo congelado daquele pho do mês passado.

Brigadeirão de soja
1 lata de leite condensado de soja, 2 ovos, 1 xícara de chocolate em pó, 1/2 xícara de leite de soja, 3 colheres de sopa de manteiga, 4 colheres de chá de amido de milho. Bater tudo no liquidificador, assar em forma untada em banho-maria a 120ºC por 20 minutos e aumentar para 180ºC por mais 20 minutos. Deixer esfriar, levar à geladeira, desenformar e cobrir com granulado.
Tãdã! A receita mais rápida da minha vida. E é um brigadeirão falso, pois não queria abrir uma lata de creme de soja.

Cupcakes de baunilha com morangos assados com cobertura de cream cheese e geléia de morango
Preparei-os ontem à tarde para que meu pai os levasse para meu irmão, hoje é aniversário dele. Parabéns, Gu! ;)

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Focaccia de Alecrim

Havia algum tempo que estava querendo preparar uma focaccia, desde que vi o pão ilustrado numa coleção de livros de culinária italiana, isso, esses que vendem na banca junto ao jornal de domingo. Recentemente, ganhei da minha vó no amigo secreto de Natal o livro "A Arte da Comida Simples", da Alice Waters, e lá me deparo novamente com a danada da focaccia. E, dessa vez, saiu.

Acabei optando pela receita da Alice por mera preguiça de folhear os vinte livros da coleção atrás da bendita receita de focaccia da Silva Percussi. Não me arrependi, criou uma casquinha crocante e era macio por dentro. Aromático para incitar os sentidos, mas não exageradamente a ponto de não poder ser apreciado com outros sabores. De fato, é ótimo para rechear com frios e salada, porque retém a forma quando é cortado horizontalmente e não esfarela.

Por sinal, o livro da Alice é um guia excelente para iniciantes na cozinha como eu, foi exatamente por esse motivo que o preferi a mais um livro de receitas qualquer. Com explicações detalhadas de ingredientes, utensílios, itens de despensa e organização de cardápios, a restaranteur do Chez Panisse explica não somente a melhor forma de preparar sua comida, mas a importância de priorizar ingredientes frescos e sazonais de produtores locais.

Estou amando, porque encontro refletidas algumas de minhas principais crenças, como a rechaça a eletrodométiscos supérfluos; são máquinas de panquecas, de arroz, de pão, de assar frango, de derreter chocolate, de fondue, de raspadinha, pipoqueiras, fritadeiras, sorveteiras, grills...

Voltando à temática de pães, ela mencionou algo que considero absoluta verdade e me faz repetir que vale  muito mais fazer seu próprio pão caseiro do que comprar aquelas borrachas insípidas em pacotes plásticos. Ela diz que um pão caseiro é sempre gostoso, pouco importa se queimou nas pontas ou se já está ressecado, não há quem resista a um pão caseiro. Como poderia negar isso? Em um dia, essa focaccia evaporou da mesa.


Focaccia de Alecrim


2 colheres de chá de fermento biológico seco
1/2 xícara de água morna

1/4 de xícara de farinha de trigo orgânica
1/4 de xícara de farinha de centeio orgânica

1 xícara de farinha de trigo orgânica + 2 e 1/4 xícaras de farinha de trigo integral orgânica
1 colher de chá de sal
3/4 de xícara de água fria
1/4 de xícara de azeite de oliva

Azeite
Sal marinho
Folhas de alecrim fresco

Misture o fermento e a água morna, acrescente 1/4 de farinha de trigo e 1/4 de farinha de centeio e deixe descansar até borbulhar e dobrar de volume (cerca de 30 minutos). Junte o resto da mistura de farinha de trigo comum e farinha de trigo integral, o sal, a água fria e o azeite. Trabalhe em uma superfície enfarinhada até a massa ficar macia e elástica por uns 5 minutos. A massa deve ficar apenas um pouco grudenta e úmida.  

Como iniciei o preparo à noite, coloquei na geladeira neste ponto e retirei na manhã seguinte para chegar à temperatura ambiente por cerca de uma hora. Aconselho que façam isso, pois a fermentação lenta da massa na geladeira proporciona um sabor mais desenvolvido. Caso não haja tempo, simplesmente ponha em um tigela grande, cubra e deixe crescer por 2 horas. Coloque papel manteiga numa assadeira de 25 x 30 cm e unte-o generosamente com azeite. Coloque a bola de massa no centro e vá abrindo com os dedos até as laterais da forma, tentando não retirar todo o ar da massa. Faça covinhas com os dedos (essa é marca registrada da focaccia), cubra e deixe crescer novamente por 2 horas. Pré-aqueça o forno a 250º C e derrame azeite a gosto sobre a massa, para ficar retido nas covinhas, polvilhe com sal marinho e folhas de alecrim. Asse por 20 a 25 minutos e esfrie em uma grade.

Obs.:
  • Sálvia também é uma ótima opção de erva para focaccia.
  • Um azeite de qualidade é essencial para conferir perfume e untuosidade à massa.
  • A farinha de centeio traz um sabor diferente à massa, usei a Mais Vita da Yoki. Se não encontrá-la, substitua por farinha integral.
  • Quanto ao fermento, usei um comprado em padaria e devo dizer que não me arrependi quanto à qualidade ou ao preço. Fui buscando o fresco, mas tinham apenas o seco e acabei comprando de qualquer forma. Paguei 90 centavos em 60 g de um fermento importado alemão, não me lembro da marca, mas vou perguntar da próxima vez. O melhor é que ainda têm fermentos específicos para doces ou salgados. Até o momento, parece-me muito superior àqueles de supermercado. (Dou mais informações no futuro, enquanto meu levain não atinge a maturidade, hihih)
  • Primeiro post do ano, uhuu! Mas as fotos são do ano passado, viu gente...


segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Panetone Caseiro (Receita do Rogério Shimura)

Mais uma da série Yahoo. Dessa vez, aventurei-me na terra dos panetones. Depois da seguir a receira básica, assei mais um panetone com massa integral, gotas de chocolate, nozes e cascas de laranja cristalizadas. Diliça.



domingo, 25 de novembro de 2012

Pão de Tomate e Manjericão

E lá vem mais uma ode ao carboidrato, acho que ando meio metida à boulangère ultimamente. Também ando totalmente sem inspiração para escrever, ou pelo menos sem paciência para deixá-la fluir. Talvez devesse esperar para escrever esse texto quando minha mente estivesse mais calma, ao menos daria mais atenção aos detalhes. Não me importo, só quero despachar essa receita seca e rudemente. Sim, eu sei ir direto ao ponto quando vem a calhar.

Novamente, receita adaptada. Isso não faz de mim uma pessoa muito criativa, certo? Pensando bem, sou criativa porque geralmente altero alguns pormenores das receitas. Diria que o que me falta é a segurança de alçar grandes voos na panificação, o que é totalmente compreensível, pois não tenho uma base teórica para tal. Que seja.

Retirei a receita de nada mais nada menos que o site do Le Cordon Bleu. Preciso dizer que meu sonho seria estudar num lugar desses? Eles têm várias escolas culinárias pelo mundo e eu me contentaria em pisar com meus pés calejados em qualquer uma, ao menos para um curso curto. Julia Child que se cuide. Infelizmente, este mundo capitalista em que vivemos me impede disso. Afinal, o que importa é a bufanfa. Tem dinheiro para pagar o curso? Não? Então, cai fora. Calma, calma, nós, do Le Cordon Bleu britânico, não seremos tão radicais e presentearemos um jovem de baixa renda sortudo com um curso completo (mas somente jovens britânicos podem se inscrever, não queremos estrangeiros por aqui, beleza?).

Retiro o que disse, não sei ser direta, sou prolixa para cacete. Sei criticar, isso sei. A falta de paciência, as adaptações, o Le Cordon Bleu. Nossa, esse provavelmente é o post mais revoltado já publicado por mim até o momento (não posso me responsabilizar pelo que virá no futuro... suspense).

Tentei modelar uma bolinhas, mas não saiu como esperado :p

Essa receita rende um pão pequeno numa forma de bolo inglês de uns 20 cm (fiz numa de 25 cm). A massa é um pouco pegajosa para se trabalhar, mas a textura fica incrível depois de assada (esqueci de tirar uma foto do pão fatiado, uma pena). A combinação clássica de tomate e manjericão não desaponta, it's worth a try.


Pão de Tomate e Manjericão




1/2 tablete de fermento biológico fresco
2 colheres de chá de açúcar
1 colher de sopa de extrato de tomate (molho comum não serve, porque é muito ralo)
100 mL de água gelada
1 xícara de chá de farinha
1 e 1/2 colher de chá de sal
25 g de manteiga amolecida
1 colher de sopa (bem cheia) de manjericão seco
1 ovo batido para pincelar
Folhas de manjericão fresco para decorar

Dissolva o fermento, o açúcar e o extrato de tomate na água gelada. Peneire e incopore a farinha aos poucos, misture bem por uns 10 minutos. Se utilizar a batedeira, velocidade média por 10 minutos. Adicione o sal, a manteiga e o manjericão seco e misture novamente. Deixe crescer em um local aquecido por uma hora. Coloque a massa na forma untada e enfarinhada, pincele com o ovo batido e deixe crescer mais vinte minutos. Coloque as folhinhas de manjericão para decorar e pincele com o ovo pela segunda vez. Leve ao forno preaquecido a 180º C por 30 min (ou até que o pão esteja douradinho e um palito espetado no centro saia limpinho, sem pedaços de massa)

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Brownies

O cardápio do clássico almoço em família deste domingo deu uma acenada para as nossas raízes italianas e também para a agora constante influência norte-americana na cozinha brasileira. Como prato principal, massa com almôndegas, que ficou sob responsabilidade da minha mãe. Aqui vão algumas fotos. A massa foi o talharim com ovos da marca DE. As porpetas de patinho levaram orégano, cebola desidratada, tempero pronto granulado (Meu Segredo), sal, pão amanhecido molhado no leite e uma colher de chá de vinagre (nada de ovos para não endurecerem). A fim de não desmancharem no molho, foram assadas no microondas por 3-4 minutos em potência máxima. Isso obviamente varia de acordo com a potência do seu microondas e com o tamanho das porpetas (essas tinham uns 2-3 cm de diâmetro).



A toalha de mesa não foi posta para
compor cenário, juro.



É claro que não poderia faltar o parmigiano reggiano ralado e um vinho tinto para harmonizar. Já para agradar ao paladar moderno do meu namorado que recentemente se descobriu hipster, a bebida de escolha foi esse guaraná que encontrei no Pão de Açúcar. É produzido em Leme, no interior de São Paulo, e a garrafinha de 600 ml custando mero R$ 1,99 prendeu a minha atenção, hipster que (também) sou. Sim, há um pouco de Boça dentro de cada um de nós. O refrigerante é bem adocicado, talvez um pouco demais para meu gosto, mas o sabor é interessante, pareceu-me mais pronunciado que o das marcas usuais.

Bom, mas em toda a preparação do prato principal, não tomei parte. Estava em meu treino de roller derby, hell yeah!, no time das Jellyfish Girls, aqui em Santos. Eu contribui com a sobremesa que havia assado no sábado. E lá vem a influência estadounidense. Brownies.

Infeliz e novamente, sou preguiçosa demais com fotos. A foto abaixo foi tirada pela minha mãe, que, ao contrário de mim, adora tirar fotos. O marronzinho está decerto fazendo papel de coadjuvante na foto em meio a tanto sorvete. E eu descartaria os sabores de chocolate e morango do napolitano (era o único disponível) para não interferirem com o aroma do brownie; nesse doce, apenas o de creme já me satisfaz. De qualquer forma, dá para perceber o aspecto da casquinha superior crocante. O recheio é bem cremoso para contrastar com a crocância das nozes. Também adoro esquentá-lo no microondas por uns 15 segundos antes de servir com o sorvete, para experimentar o contraste de temperaturas.

Brownies

Courtesy of Martha Stewart

A casquinha fica levemente folhada.

6 colheres de sopa de manteiga sem sal
200 g de chocolate meio amargo
1/4 de xícara de cacau em pó
3/4 de xícara de farinha de trigo
1/4 de colher de chá de fermento químico
1/4 de colher de chá de sal
1 xícara de açúcar
2 ovos grandes
2 colheres de chá de extrato de baunilha
3/4 de xícara de nozes picadas grosseiramente

Derreta em banho-maria o chocolate, o cacau e a manteiga até homogeneizar e deixe esfriar um pouco. Em outro recipiente, peneire a farinha, o fermento e o sal, reserve. Em outra vasilha, adicione o açúcar, os ovos e a baunilha e bata com um fuê. Adicione o chocolate derretido aos ovos batidos e misture bem. Por último, vá acrescentendo a mistura de farinha. Quando chegar ao final da farinha, jogue as nozes na farinha apenas para cobri-las e adicione tudo à massa de chocolate. Forre uma assadeira pequena com papel manteiga e leve ao forno médio (entre 180 e 200º C) por aproximadamente 35 minutos. Esperer esfriar antes de cortar e desenformar. Très facile!

Dicas:
Dependendo da porcentagem do chocolate em barra utilizado, a quantidade de açúcar pode ser reduzida ou aumentada. Senti que com o Hershey's 50% talvez não fosse necessário tanto açúcar.

Só para constar, eu abominava Hershey's. Havia provado uma vez e achei péssimo. No entanto, quando vi que o meio amargo dessas barras novas de 130 g não continha gordura vegetal (o que é raro em um chocolate mais barato como esse - paguei R$3,30 na barra), resolvi experimentar mais uma vez. O sabor do chocolate é satisfatório, nada a reclamar. Só acho que, devido ao meu Barry-Callebaut Extra Brute, poderia ter investido em um chocolate de qualidade semelhante. Anyway, dinheiro não cresce em árvores, minha gente.


Brownies