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terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Cheesecake de maracujá crudívoro (sem lactose, glúten, açúcar ou ovo)

Boa tarde de mais um dia de verão infernal para todos! Essa publicação é apenas para passar uma receitinha que já foi comentada neste blog. E que, convenhamos, atiça o interesse porque é gelada. Não consigo sequer cogitar ligar o forno ou ficar à beira de um fogão quando o Sol está a pino como hoje.

Uma leitora querida viu a foto do meu cheesecake de maracujá no post Delícias veganas e pediu que eu passasse a receita, pois aqui vai. Eu peço desculpas por nunca tê-la compartilhado antes, mas não tinha fotos boas o suficiente para fazer uma publicação individual da receita. Bom, que isso não me impeça no futuro! Heheh. Estou com planos de fazer uma geleia de ameixas caseira e vou ver se reservo um pouco para fazer um cheesecake desses neste fim de ano. E tiro umas fotos decentes! :p

Essa é uma daquelas receitas incríveis que não leva leite ou derivados, não contém glúten, nem ovo, nem açúcar e ainda assim fica divina. E o que faz ela ficar tão divina? A mãe natureza in all her might, já que nada aqui é industrializado ou processado.


quarta-feira, 10 de junho de 2015

Brownies proteicos de feijão preto com cobertura de coco e nozes (Vegan German brownies)

Hoje não estou no ápice da inspiração, mas quero publicar essa receita porque o resultado foi satisfatório demais para que ficasse guardado por tantos dias longe dos olhos públicos.

Esses são brownies à base de feijão preto cozido. É uma receita vegana, sem glúten e sem açúcar refinado na massa (dei-me o direito de incluir açúcar na cobertura, mas sinta-se à vontade para retirá-lo). German brownies são uma variação de German chocolate cake, um bolo americano feito com chocolate alemão e coberto com um creme de nozes pecã e coco ralado, uma confusão não? O que importa é que é gostoso!





















sábado, 27 de julho de 2013

Pode pão sem farinha? O pão essênio diz que pode

A cada dia que voa, sinto com mais veemência que algo me impele com força em direção à pâtisserie. Sim, adoro a cozinha, adoro preparar refeições, principalmente asiáticas e vegetarianas, mas isso já é assunto para outros textos. O que mais preparo, no entanto, são pães e doces e não tenho muitas medidas a tomar com relação a isso. Adoro um bom doce, não posso negar, e, indubitavelmente, acabo preparando esse tipo de comida com mais frequência porque é o que mais sinto vontade de apreciar, mas será que também acabarei trabalhando com isso? Só o tempo dirá, não é mesmo? Ah, mas os sonhos têm inconsciência própria e decerto têm as ideias mais bem colocadas do que as nossas consciências atribuladas com insignificâncias cotidianas, e eles me pintam preparando massas numa boulangerie ou docinhos numa confeitaria... ai, ai.


Este ano fui ao Tanabata Matsuri de São Paulo no dia 7/7. Não sabíamos de nada e como havia ido visitar meu irmão e cunhada, acabamos dando uma passadinha na Liberdade à tarde antes de voltar ao território praiano. Lá nos deparamos com uma multidão de otakus assistindo a bandas cover desafinadas (produção, faça-me o favor de consertar isso?) e pessoas comuns como nós que tentavam caminhar desajeitadamente. A feirinha estava montada na praça e pode se imaginar a bagunça. Dificuldades a parte, a decoração estava muito graciosa com as lanternas e fitas coloridas e as tiras de papel com pedidos e desejos penduradas em árvores e bambus.

Singela pochete
Depois de visitar as lojas de sempre e encontrar a Itikiri Bakery como se houvesse sido saqueada (juro, não havia nada na vitrine), levei meus pais para tomar um bubble tea ou pobá, como queiram, na Tea Station Drinks ali na Rua da Glória. Também lá os otakus saqueadores haviam passado a rapa (no offense) e não havia mais pobá, portanto nada de bolinhas de tapioca nos nossos chás... :( Tomei um oolong com caramelo e gelatina de coco, se a memória não me falha.

Odeio cardápios complexos...

Bom, o que mais andou rolando e circulando e redondando por acá? Eu vos mostro:

Projeto de quilling inacabado, darei de presente atrasado de aniversário a meu maninho querido do coração s2 s2 
Uma moreninha americana suada e orgânica que veio do Mercadão
Frutas da semana: peras d'anjou, cerejas, limões, um kiwi solitário, pêssegos achatados do paraguai (adoráveis, não?) e maçãs pink lady (juro que não estourei a cor no photoshop, é natural)

E o que tudo esse asiatismo e exagero de fotos para compensar o post anterior tem que ver com a receita de hoje? Absolutamente nada. A receita-explicação de hoje é de um pão essênio, um pão das antigas, lá da época do nosso amigo Jesus, preparado com grãos de trigo brotados. Usem grãos de trigo orgânicos por favor, já que eles não serão cozidos e você vai consumir toda a casca. Eu fiz com 300 g de trigo e obtive um pão pequeno, não recomendo quantidade menor do que essa, mas não há medidas


Pão essênio

Lave os grãos e deixe de molho durante a noite com pelos menos o dobro de água filtrada. Lave novamente pela manhã, escorra e ponha para brotar em uma peneira ou em um vidro. Use um tipo de redinha para cobrir a boca do vidro ou a peneira, para que os grãos fiquem arejados. Durante o dia, deixe em local iluminado, mas não sob o sol direto. Repita o processo de lavagem (sempre escorrendo bem) a cada 4 horas aproximadamente, durante dois dias. Diminua ou aumente o intervalo conforme a temperatura ambiente: se estiver muito calor, lave mais frequentemente e vice-versa. Quando os narizinhos de broto começarem a despontar, triture os grãos no processador até formar uma massa. Cubra essa massa com plástico filme e deixe na geladeira durante 2 dias para desenvolver o sabor e a acidez. Molde como desejar, enfeite com as sementes preferidas (usei gergelim e umas folhinhas de manjericão) e seque ao sol (se o seu clima permitir) ou num forno baixinho em forma untada durante uma meia hora.

Narizinhos
Trança circular moldada

Pão prontinho, ficou com aquela textura granulosa de pão de centeio, adorei.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Brownie de Tâmaras (sem glúten, açúcar, ovos ou lactose)

As sementinhas de chia dão uma crocância delicada
Já dá para ter uma ideia do que vem por aí, não? Ando sentindo compaixão pelas pessoas que sofrem de restrições alimentares como eu e agora quero criar tudo livre de tudo, deu para entender? Heheh. Livre de lactose, de açúcar, de glúten, de ovos, que mais? Só não posso dizer que esta receita de brownie se adapta ao crudivorismo, mas vou dar uma opção de modificação fácil para os crudívoros também (que, na verdade, é mais fácil do que a receita que fiz).

Esse brownie fica incrivelmente doce e o chocolate no nível exato, acompanhado do meu sorvete de coco fresco, uma tentação. Pena que não sobrou sorvete para tirar mais fotos. Vou torturá-los um pouco e deixá-los sem a receita do sorvete de coco (que leva carne, água e óleo de coco, agave, baunilha, sal e limão) até que tenha fotos para poder publicar tudo junto, receita e foto!

Até lá, o brownie de tâmaras se ocupará de distrair sua ânsia por doces!


Brownie de Tâmaras

300 g de tâmaras secas
100 g nozes chilenas
4 colheres de sopa de óleo de coco
1/2 xícara (50 g) de chocolate meio amargo em gotas (sem lactose, cheque os ingredientes do seu chocolate)

5 colheres de sopa de água (das tâmaras)
3 colheres de sopa de sementes de chia


1/4 de xícara de farinha de arroz integral
2 colheres de chá de fermento químico em pó
1/2 colher de chá de bicarbonato de sódio em pó
2 colheres de sopa de cacau em pó

(Opcional:)
1 colher de sopa de guaraná em pó
1 colher de sopa de leite de soja em pó
1/2 colher de café de canela
1 colher de chá de mel (ou agave)


Ponha cerca de meio litro de água para ferver e utilize a água quente para cobrir as tâmaras e as nozes em vasilhas separadas. Isso servirá para amaciar as tâmaras e facilitar o trabalho do processador e para "acordar" as nozes, deixando-as inchadas. Ou, se preferir, deixe as nozes de molho por quatro horas antes de utilizá-las. Escorra as tâmaras e as nozes . Reserve cerca de 5 colheres de sopa da água das tâmaras e adicione as sementes de chia para "gelificarem".

Em um processador, triture as nozes (quase em ponto de pasta de nozes) e adicione as tâmaras e o óleo de coco. Não há problema em deixar alguns pedacinhos maiores de tâmaras, como fiz. Derreta o chocolate meio amargo em banho-maria ou no micro-ondas e adicione ao processador. Pulse para misturar.

Fora do processador, acrescente as sementes de chia hidratadas e misture bem, você verá como a massa ficará leve como se tivesse usado ovos ;) Peneire a farinha, o fermento, o bicarbonato e o cacau e misture vigorosamente. Adicione as especiarias e complementos que preferir. Utilizei guaraná, canela, leite de soja em pó e mel. Opções interessantes ao meu ver são gengibre em pó, cardamomo, raspas de laranjas, pimenta do reino, nozes e amêndoas picadas grosseiramente, entre outros.

A massa é bem sólida e não rende muito, cerca de 12 quadradinhos no tamanho em que fatiei. Não tinha uma forma no tamanho adequado, então simplesmente espalhei numa folha de papel manteiga. Asse a 180ºC por 40 minutos.





Versão crudivore-friendly com apenas quatro ingredientes: tâmaras secas, nozes chilenas, óleo de coco e cacau em pó. Como não preparei essa versão, posso apenas dar uma ideia de como eu faria:

Crudivore-Friendly Date Brownie (só para ficar tudo em inglês, heheh)

150 g de nozes chilenas (trituradas em pasta)
300 g de tâmaras secas
4 colheres de sopa de óleo de coco
5 colheres de sopa de cacau em pó

E jogue tudo no processador querido de todo dia. Se ficar muito sólido, adicione mais nozes em pasta ou óleo de coco. Se ficar muito líquido, mais cacau. Coloque numa assadeira forrada e deixe refrigerar bem antes de cortar. C'est fini. Bisou bisou.