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sábado, 27 de julho de 2013

Pode pão sem farinha? O pão essênio diz que pode

A cada dia que voa, sinto com mais veemência que algo me impele com força em direção à pâtisserie. Sim, adoro a cozinha, adoro preparar refeições, principalmente asiáticas e vegetarianas, mas isso já é assunto para outros textos. O que mais preparo, no entanto, são pães e doces e não tenho muitas medidas a tomar com relação a isso. Adoro um bom doce, não posso negar, e, indubitavelmente, acabo preparando esse tipo de comida com mais frequência porque é o que mais sinto vontade de apreciar, mas será que também acabarei trabalhando com isso? Só o tempo dirá, não é mesmo? Ah, mas os sonhos têm inconsciência própria e decerto têm as ideias mais bem colocadas do que as nossas consciências atribuladas com insignificâncias cotidianas, e eles me pintam preparando massas numa boulangerie ou docinhos numa confeitaria... ai, ai.


Este ano fui ao Tanabata Matsuri de São Paulo no dia 7/7. Não sabíamos de nada e como havia ido visitar meu irmão e cunhada, acabamos dando uma passadinha na Liberdade à tarde antes de voltar ao território praiano. Lá nos deparamos com uma multidão de otakus assistindo a bandas cover desafinadas (produção, faça-me o favor de consertar isso?) e pessoas comuns como nós que tentavam caminhar desajeitadamente. A feirinha estava montada na praça e pode se imaginar a bagunça. Dificuldades a parte, a decoração estava muito graciosa com as lanternas e fitas coloridas e as tiras de papel com pedidos e desejos penduradas em árvores e bambus.

Singela pochete
Depois de visitar as lojas de sempre e encontrar a Itikiri Bakery como se houvesse sido saqueada (juro, não havia nada na vitrine), levei meus pais para tomar um bubble tea ou pobá, como queiram, na Tea Station Drinks ali na Rua da Glória. Também lá os otakus saqueadores haviam passado a rapa (no offense) e não havia mais pobá, portanto nada de bolinhas de tapioca nos nossos chás... :( Tomei um oolong com caramelo e gelatina de coco, se a memória não me falha.

Odeio cardápios complexos...

Bom, o que mais andou rolando e circulando e redondando por acá? Eu vos mostro:

Projeto de quilling inacabado, darei de presente atrasado de aniversário a meu maninho querido do coração s2 s2 
Uma moreninha americana suada e orgânica que veio do Mercadão
Frutas da semana: peras d'anjou, cerejas, limões, um kiwi solitário, pêssegos achatados do paraguai (adoráveis, não?) e maçãs pink lady (juro que não estourei a cor no photoshop, é natural)

E o que tudo esse asiatismo e exagero de fotos para compensar o post anterior tem que ver com a receita de hoje? Absolutamente nada. A receita-explicação de hoje é de um pão essênio, um pão das antigas, lá da época do nosso amigo Jesus, preparado com grãos de trigo brotados. Usem grãos de trigo orgânicos por favor, já que eles não serão cozidos e você vai consumir toda a casca. Eu fiz com 300 g de trigo e obtive um pão pequeno, não recomendo quantidade menor do que essa, mas não há medidas


Pão essênio

Lave os grãos e deixe de molho durante a noite com pelos menos o dobro de água filtrada. Lave novamente pela manhã, escorra e ponha para brotar em uma peneira ou em um vidro. Use um tipo de redinha para cobrir a boca do vidro ou a peneira, para que os grãos fiquem arejados. Durante o dia, deixe em local iluminado, mas não sob o sol direto. Repita o processo de lavagem (sempre escorrendo bem) a cada 4 horas aproximadamente, durante dois dias. Diminua ou aumente o intervalo conforme a temperatura ambiente: se estiver muito calor, lave mais frequentemente e vice-versa. Quando os narizinhos de broto começarem a despontar, triture os grãos no processador até formar uma massa. Cubra essa massa com plástico filme e deixe na geladeira durante 2 dias para desenvolver o sabor e a acidez. Molde como desejar, enfeite com as sementes preferidas (usei gergelim e umas folhinhas de manjericão) e seque ao sol (se o seu clima permitir) ou num forno baixinho em forma untada durante uma meia hora.

Narizinhos
Trança circular moldada

Pão prontinho, ficou com aquela textura granulosa de pão de centeio, adorei.

sábado, 26 de janeiro de 2013

Sessão de fotos de produtos, alguns novos e outros queridos

Neste post, falarei sobre alguns produtos de cozinha que andei comprando, outros que já tenho há tempos e o que penso ou deixo de pensar sobre cada um deles. Só para esclarecimentos, cito diversas marcas e não tenho qualquer ligação com os fabricantes. Dou minha opinião exclusiva sobre cada um dos produtos.Estava precisando escrever sobre isso, pois as fotos desses itens e meus pensamentos já estão acumulando demais. Preciso dar vazão à pressão interna do meu cérebro, hihih.


 Óleo de coco virgem e orgânico de uma fazenda sustentável da Tailândia, Urban Tree Organics. Custou R$ 45,00, 450 mL. Acredito que vale a pena, algumas marcas brasileiras estão custando 25 reais ou mais, com cerca de 200 mL. Ainda não experimentei, estou acabando com o Copra antes (do qual gosto bastante).

Sorvete de tofu da marca Tofutti sabor chocolate! Há! Por essa, você não esperava! Estava feito louca atrás dessa belezura. Maninho trouxe de São Paulo, encontrou no Pão de Açúcar por cerca de 16 reais (ps.: hoje fui ao PdA daqui de Santos e também encontrei lá pelo mesmo preço!). Existem outros tipos de sorvete dessa marca, picolés cobertos com chocolate e sanduíches de sorvete. Além de queijos, cream cheese, sour cream, ricotta, e pizzas, ravioli e crepes prontos congelados. Pena que ainda não trouxeram todos os produtos da marca para o Brasil. Check it out!  Provei hoje e posso dizer que é uma delícia, tem uma textura boa e o sabor só difere um pouco do sorvete de chocolate tradicional. Única decepção: apesar de informar que não tem colesterol, está repleto de gordura saturada :/ 




















Açaí querido dos meus fins de semana. Sabor profundo e cremoso, adoro com frutinhas picadas e granola. Passa longe de aquelas raspadinhas sabor açaí que injetam açúcar na sua veia (aí, você pensa que o açaí te deu um super pico de energia, mas na verdade foi só um "sugar rush"). Da marca Tribal Açaí e orgânico, não me lembro o preço.

Mel silvestre e manteiga natural que ganhei da minha vó. Ela ganhou os mesmos de sua empregada, cuja família tem um sítio em Vila Velha.




Até o momento, esse Dilmah tem o posto de meu chá preto favorito. Sequer precisa de açúcar, digere muito bem e dá um acordada nos ânimos. Por sinal, preciso comprar mais, meu estoque está acabando. Acho que vou experimentar outro sabor da marca ;)

Licor de café Kahlúa, produzido no México, ainda intocado. No entanto, esse estado durará pouco, pois amanhã estou pretendendo acrescentá-lo ao chantilly de umas mini-tortinhas banoffee. Comprei no Empório La Rioja da Rua Senador Paulo Egídio, ali quase em frente ao Largo São Francisco, por incríveis (pasmem!) R$ 48,00, a garrafa de 750 mL. Mal acreditei. Em qualquer site por aí, essa garrafa não sai por menos de R$ 90.


Lá vem a ala intolerância a lactose! O que já provei desses foram o leite condensado de soja Soymilke da Olvebra (muito bom!), o creme de leite e o leite em pó natural da mesma marca. Pessoalmente, não gostei nem um pouco do leite em pó, é forte demais para consumir como substituto do leite no café, por exemplo. Ando acrescentando a algumas receitas de bolos e pães, porque tem uma alta concentração de vitaminas e minerais. Quanto ao creme de leite de soja, que não aparece na foto, novamente me decepcionei. Vem com essência de baunilha e é adocicado, ao meu estômago também não lhe caiu bem.

No futuro, trago minhas observações sobre o doce de leite Soymilke, o leite de soja Mais Vita, o creme de arroz Isola Bio e o creme de soja Naturis.

Outros leites que já provei e não estão aí:
  • Leite de espelta Isola Bio: é forte, têm bastante cheiro e gosto de trigo, mas achei uma delícia! Dura bastante na geladeira.
  • Leite integral 90% menos lactose Batavo: não funcionou para mim, continuei sofrendo com os sintomas da IL.
  • Leite de soja original sem adição de açúcar Naturis: comprei crendo que "sem adição de açúcar" significaria que não era adoçado. Ledo engano, tem algum outro adoçante que não lembro. Não é ruim, só não é o que eu procurava.


Farinha de centeio da linha Mais Vita da Yoki, que ando acrescentando a tudo que é pão. Seu aroma  muito me agradou.

Calda de agave azul da... que marca é essa afinal? Não faço ideia. Nunca havia provado agave antes e não me arrependi. Comprei num mercadinho natural no Centro por uns R$16 ou R$19, não tenho certeza. Diferentemente de mel e melado, não acrescenta sabor ao que você estiver adoçando (ponto positivo na minha opinião). Embora digam que adoça três vezes mais que açúcar, não senti isso. É estranho, pois parece que adoça, mas nunca chega ao ponto "estupidamente doce". Além de supostamente ter um índice glicêmico baixo.

Opa, não acabou a ala IL. Comprei esse chantilly Hulalá, porque descobri que não tem leite na composição! Pode parecer óbvio para muitos, mas eu nunca soube, hahah. Comprei esse em vez da Amélia Mix, pois parecia haver menos ingredientes químicos na composição. Será usado amanhã nas Banoffee Pies.



Seção Ásia. A farinha de arroz glutinoso correta! Ahá, agora sim, acertei! Comprei aqui em Santos na Oriental House. Fazia alguns anos desde a primeira vez que fui a essa loja e não me lembrava que havia tantos produtos assim. Está se equiparando às minhas lojinhas favoritas da Liberdade. Pena que seja tão pequenininha. Os pratos prontos de lá são uma delícia, btw. Não deixem de provar!

Os outros produtos vieram da Liberdade mesmo, mais especificamente da Mercearia Towa. O leite de coco está sentado na despensa há algum tempo. Pretendo separar a parte gordurosa superior e usá-la como cobertura de uns cupcakes.

Os molhos de teriyaki e de ostras da Lee Kum Kee são aquisições antigas, mas estão aí porque são uma das minhas paixões e não podem ficar de fora quando surgem pratos asiáticos por aqui.

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Gastos e andanças na Liberdade

Buenos dias, queridos leitores! Essa sucessão de feriados me deixou mais animada, dá para perceber, né? Devo dizer que também me deixou mais preguiçosa na cozinha, não andei fazendo muitas coisas. Logo mais, posto a receita de um pão de iogurte e ervas que está literalmente no forno. No entanto, tenho outra explicação sensata e plausível; estava escrevendo uma nova matéria para o Yahoo. Dessa vez, o tema foi a harmonização de cervejas e chocolate e pretendo publicar em breve uma receita de usando esses dois ingredientes (any guesses?).

Bom, vamos começar com os gastos e andanças. Como tive de trabalhar na última sexta-feira, 16 de novembro, aproveitei para ir à Liberdade. Até tentei me aventurar pela 25 de Março em busca de um xarope de romã, cheguei à metade da primeira quadra da Ladeira Porto Geral, vi um contínuo intransponível de pessoas como pinguins imperiais agrupados durante uma nevasca e desisti. Simples assim.

Já no bairro dos asiáticos, fui à Mercearia Towa, ótima para mim porque fica pertinho na praça e imbatível quando se procura itens tailandeses e da marca Lee Kum Kee (eles têm qualquer molho imaginável e inimaginável). Não me deixei influenciar pela perdição dos docinhos de anko e biscoitos de gergelim e passei obstinada em direção aos mantimentos. Consegui encontrar um funcionário para me ajudar (milagre), que na verdade era uma velhinha simpática e que entendia a minha língua ocidental (milagre nº 2). Ela me apontou na direção do ágar-ágar.

Bolo da lua chinês (mencionado abaixo), ágar-ágar e farinha de arroz
 O pacote de gelatina ágar-ágar que comprei vem com 100 g e custou R$ 5,00. Havia um pacote de outra marca que continha duas embalagens individuais de 5 g e custava R$ 2,40, custo benefício igual a zero obviamente. Há algum tempo estava querendo farinha de arroz para mochi, R$ 5,00 o pacote de meio quilo. Aguardem deliciosos mochis e daifuku mochi! (ps: comprei a farinha errada! hahah deveria ter comprado a farinha de arroz glutinoso)

Também havia uma versão triturada vendida em potes, mas preferi au naturel
Fui seduzida pelo açúcar de palma (R$ 5,00, oito torrões, 400 g), uma aquisição um pouco impulsiva, mas de que definitivamente não me arrependi. Não conhecia os benefícios do açúcar de palma, feito a partir da seiva da palmeira e muito utilizado na culinária tailandesa (must-have em curries com leite de coco). Ele não é refinado, por isso tem um tom mais amarelado. Lembra um pouco o açúcar mascavo, mas seu sabor é mais delicado e sua textura é de rapadura. É considerado uma das alternativas mais saudáveis ao açúcar branco, junto ao néctar de agave e outros, pois seu índice glicêmico é baixo. Ou seja, ele não ocasiona os altos picos no nível de açúcar no sangue como o açúcar refinado, consequentemente a queda da glicemia não é tão alta e você não sente uma fome insana passado algum tempo. O que não significa que possua menos calorias, na verdade a proporção de calorias é praticamente igual.

Mais um impulso, minha última aquisição na Liberdade foi um docinho chinês, o bolo da lua (mooncake), um doce indispensável no Festival da Lua ou Festival do Meio do Outono, em que se comemoram as colheitas do verão e a Lua está mais cheia do que nunca. Consiste numa massa em um molde clássico recheada geralmente com doce de anko (pasta de feijão azuki) ou pasta de semente de lótus com gemas. Sempre me deparo com ele em blogues chineses e tailandeses e fiquei curiosa para experimentar. Custou exorbitantes R$ 5,00 e me senti extorquida. Mais tarde, quando o comi, me senti ludibriada. A embalagem dizia que continha apenas anko, mas havia outras sementes e coisas indistinguíveis e o sabor parecia de algo estragado. Arrependi-me, mas continuarei na busca pelo verdadeiro bolo da lua.

Balas "Gelinda" com açúcar mascavo
Last but not least, um pacotinho de balinhas de gergelim muito boas da marca Istambul que encontrei no Godinho. Sou meio viciada em balas e chicletes. Ainda não aguentei um dia inteiro sem eles desde que comecei a trabalhar em São Paulo. São essas pequenas bobagens que alegram as tardes das sextas-feiras depois de feriados.

sábado, 20 de outubro de 2012

Petiscaria Casa de Massas e influências de Ruth Reichl

Hoje fui almoçar em um restaurante, se posso chamá-lo assim, muito interessante no centro de São Paulo. Esse restaurante chinês se chama Petiscaria Casa de Massas (não me pergunte o porquê) e serve alguns pratos bem interessantes, não fiz uma lista dos pratos principais servidos e dos preços e nem tirei fotos. Certo, certo, deveria tê-lo feito, mas já que não fiz, vou colocar o link para um texto do Marcelo Katsuki, que recentemente esteve lá e fez uma cobertura mais completa que a minha. O restaurante fica na Praça Carlos Gomes, número 139, na Liberdade, quase em frente ao famosíssimo Chi Fu. Deparei-me com o lugar quando voltava de uma das minhas incursões à Liba, quando fui almoçar no Hachi Crepe e Café (recomendo e estará incluso num post futuro).

Experimentei dois pratos, o lámen de carne suína e o arroz com curry e carne suína. Tirando a dificuldade de comunicação com a atendente do local e o fato de que aceitam apenas pagamento em dinheiro, os pratos estavam realmente bons, chegaram rapidamente e por um preço amigável, tão amigável quanto a atendente que não fala português. O local é pequeno, deve ter umas quatro mesas, e fez com que eu me sentisse a estrangeira out-of-place em um país asiático quando pedi por um garfo e faca para dividir a porção de lámen com meu irmão. Isso mesmo, enrolei o macarrão no garfo fazendo jus às minhas raízes ítalo-brasileiras. Juro que depois usei hashi.

O arroz com curry serve duas pessoas facilmente, custa R$ 20,00 e vem exalando aquele perfume maravilhoso de especiarias indianas, misturado com cebolinha, cenoura, ovos, carne de porco e cebola. Como é bem soltinho e em nada se assemelha ao gohan japonês, pode ser um problema comê-lo com palitinhos. Já o lámen custa R$ 14,00 e serve como uma refeição completa, o macarrão com caldo vem com broto de feijão (moyashi), carne de porco, acelga chinesa (bok choy), um ovo de pata cozido no chá, dois camarões no vapor e não posso afirmar com absoluta certeza, mas havia um pedacinho perdido de shitake hihi :p.

Essa foi a primeira vez que comi ovo de pata, como descobri que era ovo de pata? Liguei os pontinhos e completei o desenho da patinha no meu caderno de colorir: foi o melhor ovo que comi na minha vida e ninguém esperaria ouvir isso de um ovo cozido, afinal, ovo cozido não deveria ser sem graça? Hum... ele foi cozido no chá e provavelmente devem ter adicionado shoyu e outros temperos. Geralmente, acrescenta-se canela, cravo e anis aos ovos chineses cozidos no chá, que são vendidos em mercados de rua. Mas só os temperos fariam desse o melhor ovo de todos os tempos? Acho que não. A sua clara era reduzida em comparação com um ovo normal e mais rígida. O ovo, de tamanho ligeiramente avantajado, era praticamente só gema, incrivelmente saborosa e cremosa. Bateu com o ovo de pata! Entre outras características, ele contém mais gordura que o ovo de galinha tradicional. Gordura é igual a sabor que é igual ao melhor ovo ever.

Eu tenho uma mania ruim comum a pessoas com síndroma de pensamento acelerado (tô tirando contigo não, isso existe) de perder o interesse por algo depois de experimentá-lo. Depois de ir a um restaurante, café, ou o que seja, que estava na minha listinha pessoal, dificilmente voltarei a esse lugar, por mais incrível que tenha sido a experiência. Vejam do meu ponto de vista, existem tantos outros lugares maravilhosos esperando para serem descobertos e eu vou me dar ao luxo de ir duas a vezes ao mesmo?! No entanto, posso afirmar com certeza que voltarei lá mais vezes, quero experimentar tudo que têm a oferecer, baozi, guiozá, udon, panqleca com ceborlinha, canja com ovo negro, leite de soja salgado. Quero fechar o pacote completo.

Acho que isso são influências de Ruth Reichl, ex-crítica do New York Times. Estou lendo seu romance autobiográfico "Alhos e Safiras: A vida secreta de uma crítica de gastronomia disfarçada" ("Garlic and Sapphires: The Secret Life of a Critic in Disguise") e adorando o livro, depois comento mais sobre o enredo. O fato é que uma crítica de gastronomia não pode fazer seu julgamento baseado em apenas uma visita a um restaurante e tendo provado um ou dois pratos. Aprendi que ela retorna aos estabelecimentos, quatro ou cinco vezes por exemplo, para checar tudo o que é oferecido no cardápio, observar melhor o atendimento, etc., e só então dar o veredito final.

Não me considero uma crítica, longe disso, estou apenas começando a dar atenção aos prazeres da comida, mas acho que essa técnica é totalmente válida para qualquer restaurante. Não importa se a primeira vez foi péssima ou sensacional, cheque mais uma vez para ver se vai ser duradouro ou se foi um affair de uma noite só.

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Atualização 4/11/2012 15:26

Voltei ao restaurante na última quarta-feira de sol infernal em São Paulo e tomei um udon de carne de porco. Chamem-me de insana por saborear um prato quente fervente naquele dia, mas eu estava com vontade, oras. Tirei uma foto dessa vez. Estava esperando o macarrão udon japonês, mas vieram no caldo wontons achatados de carne de porco, moyashi, uma verdura que parece cebolinha mas não faço ideia do que seja (?) e, como adicional, pedi o ovo de pata cozido no chá. Um cumbucão para alimentar qualquer trabalhador braçal por dez pila. Saí de lá com a barriga quente e um sorriso no rosto.