Mostrando postagens com marcador árabe. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador árabe. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 21 de abril de 2016

A volta dos que não foram e uma receita de quibe de ervilha

Durante os últimos meses, estive em São Paulo cobrindo as férias da uma querida amiga de faculdade que atualmente trabalha no centro da cidade, cozinhando para um grupo de empresários de descendência armênia. Nesse tempo que cobri suas férias, adentrei uma onda de cozinha de oriente médio sem precedentes na minha história pessoal, heheh. Muitos quibes, tabules, fatoush, tâmaras, hortelã, homus, muhamadra, melaço de romã, pão, azeite e pescados, muitos pescados (por preferência pessoal dos chefes).

O quibe de ervilha foi uma grande descoberta casual. Num dia em que preparei um quibe de abóbora cabotiá, um dos comensais me disse que sua mãe costumava preparar um quibe de ervilha muito bom. Fui procurar e descobri que o quibe de ervilha é uma receita tradicional armênia servida durante a quaresma, quando não se consome carne de nenhum tipo.

E eu que sempre tive um pé no vegetarianismo me aventurei a prepará-la com base em alguns outros blogs que consultei, como a Cozinha da Matilde e o VegVida. E que bela surpresa com essa receita, a combinação dos sabores da ervilha e do trigo com os temperos do quibe é incrível, e o aroma do vinagrete exalta tudo. Além disso, temos aí uma combinação de proteínas e carboidratos para saciar vegetarianos e onívoros alike e uma opção de almoço leve para esses dias de verão infindável.

Mais uma notícia bombástica para meus queridos leitores. Cá estou eu mais uma vez, de novo, novamente, tentando seguir uma dieta vegetariana, ou seria ovovegetariana. Estou há dois meses firmes e fortes sem sofrer dos problemas que me assolaram da última tentativa. Em breve, marcarei uma consulta com uma nutricionista para checar sobre vitaminas e suplementos. E isso é tudo.

Ah, estou de volta à terrinha (com seus 35ºC numa noite de abril). Por isso, o título. 



Quibe "cru" de ervilha com vinagrete de laranja

Ingredientes para o quibe:
1 xícara de trigo tipo bulgur (para quibe)
1 xícara de ervilha seca partida verde
1 cebola grande, em brunoise
1 dente de alho, em brunoise (sem o grelo central)
2 colheres de sopa de manteiga
Hortelã e salsinha picadas
Pimenta síria
Sal
Suco de 1  limão
Azeite
Sumac e hortelã para decorar

Ingredientes para o molho vinagrete:
1/2 unidade de cebola roxa, brunoise
1 unidade de tomate italiano, sem semente, brunoise
Suco de 1 laranja pera
Azeite
Za'atar
Sal
1/4 colher de chá de água de flor de laranjeira

Modo de preparo:
Lave a ervilha seca em bastante água e ponha para cozinhar com 5 xícaras de água mineral. Quando estiver macia, coe e reserve o líquido de cocção. Amasse levemente as ervilhas como um amassador de feijão, ainda deixando alguns grãos inteiros. No líquido de cocção ainda fervente (mas fora do fogo), hidrate o trigo para quibe já lavado durante meia a uma hora. Pique a cebola em brunoise e caramelize com a manteiga em uma panela em fogo baixo. Escorra o trigo para quibe, pressionando em uma peneira ou etamine para tirar o excesso de líquido. Junte o trigo à ervilha e tempere com a cebola caramelizada, as ervas picadas, pimenta síria, sal, suco de limão e azeite. Prove e corrija o tempero. Ajeite num prato como se fosse um quibe cru de carne, com desenhos de losangos, salpique sumac e decora com folhas de hortelã. Sirva gelado com o vinagrete de laranja,
Para o vinagrete, misture o suco de laranja com a cebola roxa e o tomate picados e tempere com azeite, sal, za'atar e água de flor de laranjeira. Caso não esteja ácido o suficiente, acrescente um pouco de suco de limão ou vinagre,

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Resoluções e uma ode à gordice natalina

Neste primeiro post do ano, trago para vocês, meus queridos, uma citação muito interessante de Jane Eyre. Acabei o livro há uns dois meses, mas havia me esquecido de compartilhar esse excerto que me é curioso, ao menos do ponto de vista gastronômico e também espiritual.

"Well had Solomon said, 'Better is a dinner of herbs where love is,  than a stalled ox and hatred therewith'" (EYRE, 1994, p. 76)

Carregando essa frase nos ombros, espero mudar minha relação com a comida no próximo ano. Eu e a comida sempre tivemos momentos de discórdia e de amor, uma relação conturbada e ambígua. Houve épocas em que me restringia muitos sabores e delícias - quando me sentia fisicamente ótima, com energia e bem disposta. Contudo, também houve épocas em que me esbanjava no prazer de comer, pouco me importando com saúde e bem estar.

No último ano, essa relação foi agravada com a descoberta da minha intolerância à lactose, com uma suposta alergia à soja (que foi negada pelos exames de sangue), uma definitiva alergia ao psyllium (não lhes contei sobre isso, desculpem), perambulações pelo vegetarianismo, retorno às carnes, empanturrações em aulas de gastronomia, descoberta de novos paladares, e momentos de mergulho no mundo lácteo (e um grande "foda-se" ao meu intestino) e conseguinte arrependimento. Ah, olvidei-me do colesterol nas alturas e do ganho de peso para completar o pacote, o laço do presente.

A conclusão que chega tardia é de que preciso me alimentar com mais consciência, sabendo o que devo limitar ou até excluir da minha dieta. Essas resoluções soam tão cristalinas quando lidas numa página da rede, tão fáceis de serem alcançadas e retidas, mas não tenho dúvidas de que tomarão boa quota de dedicação e empenho e força de vontade.

No início do ano, enchemo-nos de resoluções idealizadas, das quais sabemos que algumas são impossíveis de se alcançar. Seres esperançosos que somos, não desistimos de criar novas resoluções a cada ano passa, abandonadas sem remorsos por volta de dois meses depois. Parece estupidez, mas juro que essa não será só mais uma, essa será um novo modo de viver. Veremos no que dá esse grande falatório quando chegarmos a dezembro de 2014...

Por fim, uma despedida à gordice das festas natalinas:

Maamoul de tâmaras (com massa de semolina)
Semifreddo de pistache e framboesas com água de rosas e de flor de laranjeira com casquinha de chocolate
(Sintam a tensão)
Bûche de Noël: massa de cacau, recheio de castanhas portuguesas, cobertura de ganache, cogumelos de suspiro e terra de castanhas


sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Receita de Apfelstrudel

Depois de mais um hiato, eis que estou de volta. Dá uma ideia de entrada triunfal, certo? Heheh, não está para tanto. Ando cozinhando bastante, mas infelizmente continuo tendo um relacionamento enrolado com câmeras fotográficas. Na realidade, não tenho problema algum com câmeras, o detalhe é que não me lembro de usá-las para tirar fotos dos pratos. Seguem algumas fotos para lhes atualizar...

Ainda da última visita a sumpaulo: Lámen com nirá, ovo de pata no chá, carne, shitake e brotos. E o melhor guiozá de todos os tempos. Até me inspirei a fazer os guiozás (ou jiaozi, já que o restaurante era chinês) em casa, massa e tudo. Saíram muito bons, mas ficou faltando algum tempero... E ando meio obcecada com comida chinesa, alguém conhece um restaurante chinês decente em Santos? Não serve pasteleria, gente.
Mini éclairs recheadas com creme de confeiteiro e cobertas com glaçage de chocolate amargo.
Digo apenas que foram bombásticas.

Essa foi a primeira produção de nossas aulas de panificação. Cinnamon rolls e pãezinhos de festa (com presunto, queijo, tomate e orégano). Culpem o forno desregulado, e não as cozinheiras, pelos pães tostados na ponta! Heheh

Bom, vamos à receita do dia, strudel! Sim, eu sei que estou trapaceando quando uso massa filo pronta nessa receita. O correto seria preparar uma massa de strudel tradicional (se alguém estiver com tempo e paciência, esta aqui publicada no Guardian parece interessante) empregada nos países em que essa delícia se originou, Áustria, Hungria, República Tcheca, Alemanha e toda aquela banda da Europa Centro-Oriental. Outros apressadinhos como eu preferem usar massa folhada, mas escolhi a filo por considerá-la mais leve e também porque a massa do strudel supostamente derivou da massa árabe usada para preparar a baklava, ou seja a massa filo.

E por que maçã, quando existem tantos outros sabores interessantes? Para os novatos em termos de strudel, como eu mesma, as variações são infinitas, mas os recheios tradicionais são: maçã, creme, queijo topfen, cerejas azedas ou doces, nozes, damascos, ameixas, sementes de papoula, abóbora, espinafre, carne, chucrute e outros. Os recheios famosos e brasilíssimos incluem banana, palmito, requeijão e goiabada, calabresa, doce de leite. Já deu para entender por onde a imaginação pode fluir, certo? Por qualquer lugar. Não há e não devem haver restrições.

Se desejar se ater ao tradicional antes de navegar por águas mais turbulentas, comece com o queridinho apfelstrudel. Garanto que o aroma combinado de maçã com uvas passas, amêndoas, rum e canela completará o clima invernal.

Strudel de maçã

300 g de massa filo pronta
5 colheres de sopa de manteiga clarificada derretida
2 maçãs verde Granny Smith pequenas (pode misturar com maçãs mais doces, se preferir)
1/3 de xícara de açúcar refinado
1/3 de xícara de uvas passas
½ xícara de amêndoas trituradas
1 colher de sopa de farinha de trigo (ou pão amanhecido ralado)
½ colher de chá de canela em pó
1 colher de sopa de rum
Suco de limão
Açúcar demerara e manteiga


Descongele a massa filo conforme as instruções da embalagem. Unte um tabuleiro e corte as folhas em retângulos de 25 cm por 35 cm. Disponha uma folha na forma untada e pincele com a manteiga clarificada, cubra com outra folha e pincele com manteiga novamente. Repita essa operação até acabarem as folhas de massa e reserve.



Deixe as uvas passas de molho no rum. Pré-aqueça o forno a 200ºC. Descasque e retire o miolo das maçãs e corte-as em fatias finas. Se necessário, use algumas gotas de limão sobre as fatias para que não escureçam enquanto você corta o restante. Misture as fatias de maçã com o açúcar, as uvas passas, o rum, as amêndoas, a canela em pó e a farinha de trigo. Se o recheio estiver soltando muito líquido, acrescente um pouco mais de farinha.

Coloque o recheio sobre metade do retângulo da massa filo, deixando uma borda com distância de três centímetros das laterais. Feche essas bordas sobre o recheio e enrole o strudel na direção da outra metade da massa. Centralize o strudel na assadeira, girando-o para esconder a borda da massa sob o strudel.

Pincele o topo com manteiga e polvilhe açúcar demerara. Se preferir, pincele com um ovo batido (nesse caso, sirva polvilhado com açúcar de confeiteiro). Asse a 200ºC por 10 minutos, abaixe a temperatura para 180ºC e asse por mais 30 minutos.




quarta-feira, 5 de junho de 2013

Receitas da Arábia Saudita: kabsa, qatayef, muttabal, khiyar bi laban, gahwa arabiyah, atay bel nana, tumr bel nargine, harees

Influências de Fiona Apple à parte, título curto é bobagem. E link curto? Bobagem.

No dia 23 de maio, na faculdade, houve apresentações de trabalhos interdisciplinares sobre determinados países e regiões. Cada grupo tinha que preparar ao menos quatro pratos típicos do local escolhido e comentar sobre os costumes, além de entregar uma pesquisa acadêmica. França, Itália, México, Japão, Tailândia, Irlanda e Espanha deram o ar de suas graças, e eu e meu grupo nos aventuramos na Arábia Saudita.

As integrantes fantasiadas e os professores Valdete Stivanin e Rodrigo Anunciato

Culinária da Arábia Saudita
É um tanto difícil encontrar material em português sobre a culinária desse país, eu que o diga, por isso decidi ao menos compartilhar aqui as receitas que preparamos naquele dia e mais umas. Também deixo aqui nossa pesquisa para quem se interessar e quiser se aprofundar no assunto.

As receitas que escolhemos não foram as mais extravagantes que encontramos dentre a culinária saudita, mas certamente eram as menos complexas. Estávamos com medo que não conseguiríamos terminar tudo e éramos avaliados por isso. 


sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Pão pita e iogurte grego caseiro



Trago para vocês mais um post da série almoços de domingo, apesar de que esse aconteceu no feriado da última sexta-feira, um detalhe irrelevante a meu ver. Não sei por que, mas os ventos do Olimpo vieram soprar aqui na porta de casa na última semana e fiquei decidida a apresentar uma mesa digna da terra de ateniense e espartanos. Acho que grande parte dessa inspiração veio do blog da Cozinha da Grega que li de cabo a rabo e cujas receitas me ensinaram muito sobre a cultura grega, não deixem de conferir!

A ideia inicial do churrasquinho grego (döner kebab/ gyros) acabou saindo pela tangente. O menu não foi completamente grego e acabou com molhando a ponta dos pés nos mares árabes, afinal a Grécia também teve sua cota de influências árabes. Da esquerda para a direita:

  • Berinjela, abobrinha e cebola grelhadas
  • Salada grega (tomate, pepino, azeitona, queijo feta, orégano e azeite)
  • Hortelã picada
  • Iogurte grego caseiro temperado
  • Homus (comprado pronto, shame on me)
  • Carne assada de panela com cebolas
  • Pão pita caseiro


Iogurte grego caseiro

2 litros de leite de cabra (se não encontrar, o de vaca também pode ser usado)
2 potinhos de iogurte natural integral
1 pitada de sal
3 colheres de sopa de leite de cabra em pó (opcional)

Leve o leite de cabra ao fogo com uma pitada de sal até começar a ferver e desligue o fogo. Transfira o líquido para uma bacia plástica e, quando estiver morno (na temperatura do corpo), acrescente o iogurte natural e o leite em pó. É muito importante que o leite esteja na temperatura correta; se estiver quente demais, matará os lactobacilos do iogurte e, se estiver frio, essas bactérias não fermentarão. Cubra com um pano e deixe fermentar em um local aquecido da sua cozinha (dentro de um forno desligado, por exemplo) até que toda a mistura fique densa como iogurte. A minha ficou aproximadamente um dia inteiro.
Agora vamos à parte especial do iogurte grego, também conhecido como iogurte "coado" ("strained yogurt"). Coloque o iogurte em uma peneira sobre um pote adequado e use uma colher de pau para pressionar a mistura e ajudar a coar o líquido. Se preferir, forre a peneira com um véu bem fininho. Mantenha-o escorrendo na geladeira coberto com outro véu até alcançar a textura desejada. Não jogue fora o caldo que restar, ele pode servir para dissolver o iogurte caso fique muito denso e também ser empregado como substituto da água em receitas de pães.
O iogurte fica ótimo servido com nozes, mel, granola e frutas picadas. O bom dessa receita é que esse iogurte não é adoçado como essas versões comerciais da Nestlé e Vigor que estão na moda por aí (e que de grego só têm o nome), então cai bem em receitas salgadas.



A minha intenção era fazer tzatiki, mas como a salada grega já levava pepinos, decidi riscá-los da receita e simplesmente temperar o iogurte com azeite, pimenta-do-reino, sal e alho picado. A berinjela, a abobrinha e a cebola foram grelhadas com azeite. E a preparação da salada não tem nada de especial, apenas corte tomates, pepinos e o queijo feta em cubinhos e misture com azeitonas pretas, azeite e orégano (ou tomilho).

Por insistência da minha mãe, compramos o homus de um restaurante árabe muito famoso aqui em Santos chamado Beduíno, e não posso negar que foi uma ótima sugestão, porque combinou maravilhosamente com a crocância da salada, a acidez do iogurte, as fibras desmanchando da carne e o pão quentinho.

Para a carne assada (preparada por mamãe), o corte usado foi lombinho da paleta. Segundo informações passadas por ela neste momento, ela apenas temperou os dois lombinhos com sal e assou na panela, adicionando água quente e girando a carne em um processo que levou umas 4h. Para os mais apressados, apenas deixe a carne corar e leve à pressão para um cozimento mais acelerado. Retiradas as peças da panela, foram adicionadas cebolas picadas, pimenta e alecrim ao caldo do cozimento da carne. Depois que o caldo tiver reduzido, junte a carne desfiada e voilá.

Por último, aqui vai a receita do pão pita caseiro:


Pão pita caseiro

3 xícaras de farinha de trigo
1/3 de um pacotinho de 10g de fermento biológico seco
2 colheres de chá de sal
4 colheres de chá de açúcar
4 colheres de sopa de azeite extravirgem
1 xícara de chá de soro do iogurte (ou de água ou leite)

Misture bem todos os ingredientes e sove a massa vigorosamente por cerca de 15 minutos. Esse é o momento de desestressar, não tenha medo de socá-la com vontade. A massa é um pouco seca e pode parecer que não vingará, mas não se preocupe porque no final dá tudo certo. Coloque para descansar por uma hora em um local aquecido coberta com um pano.

Separe a massa em bolinhas e abra-as em uma superfície lisa com um rolo de macarrão. Vá ajustando o tamanho das bolinhas conforme seu gosto e deixe as massas abertas descansarem mais meia hora. Aqueça uma frigideira com um fio de azeite comum e frite os pães pita dos dois lados até ficaram dourados (gosto dos meus quase queimados) e criarem bolhas de ar internas. É muito importante que você não fure as pitas com um garfo antes de fritar, senão o pão não criará essas bolhas e não será possível abri-lo para rechear.
A melhor parte desse pão é rasgá-lo e abocanhá-lo assim que sai da frigideira, ninguém liga para dedos queimados nessa hora.

sábado, 3 de novembro de 2012

E se eu quiser enfiar o pé na jaca? Opa, quer dizer, no abacate?

Acho que boa parte das pessoas que visualizaram esse blog recentemente vieram direcionadas da minha matéria sobre abacate, publicada no Yahoo em setembro, "Risque o abacate da sua lista negra da dieta saudável". Para aqueles que não leram, por favor, prestigiem a querida autora que lhes escreve e acessem: . Lá eu comento  alguns benefícios da fruta que era considerada uma vilã das dietas de emagrecimento até recentemente e passo três receitas saudáveis e rápidas: Guacamole, Pudim de abacate e chocolate e Smoothie de abacate com laranja.

Decidi manter o mesmo ingrediente principal para a receita de hoje (boring), mas o intuito desse post é exatamente o inverso. Vamos preparar um acepipe um pouco mais trabalhoso e muito mais insalubre, no bom sentido, se for possível.

Então, vamos enfiar o pé no abacate com uma receita de "salada de frutas" libanesa. Em minhas pesquisas, descobri que a fruta é amplamente consumida no país, seja nessa forma ou como homus. Essa salada de frutas típica é servida de várias formas distintas, podendo ser bastante semelhante à nossa clássica vitamina de abacate com leite.

No entanto, a minha versão modificada se encaixa melhor no papel de sobremesa, como vocês verão abaixo. Os ingredientes clássicos são: creme de abacate, creme de manga, coulis de morango, ashta, frutas da estação cortadas (muitas frutas vermelhas), mel e pistache.

Ah, para fins de esclarecimento, desisti de fazer versões para impressão em português e inglês, muito trabalhoso e desnecessário.

Salada de frutas libanesa

A minha versão levou: creme de abacate, coulis de açaí e laranja, ashta, morango, banana, pistache e castanha do pará. Para preparar os cremes, o coulis e o ashta, é preciso fazer uma calda antes.
Calda base
1 xícara de açúcar
1 xícara de água
1 colher de chá de raspas de laranja
Suco de meia laranja
2 colheres de chá de essência de baunilha branca
Leve tudo ao fogo baixo e deixe ferver um pouco, sem engrossar muito. (Usei o suco de laranja e a baunilha porque não tinha água de flor de laranjeira ou de rosas)

Creme de abacate
1 abacate maduro
3/4 de xícara de água
5 colheres de sopa da calda base
Corte o abacate em cubinhos e bata com a água e a calda no liquidificador. Se ficar muito espesso, adicione mais água e vá adoçando a gosto com a calda.

Coulis de açaí e laranja
5 colheres de sopa de polpa de açaí
Suco de 1 laranja
3 colheres de sopa de calda base
Leve tudo ao fogo médio e deixe reduzir até engrossar. 

Ashta
1 caixinha de creme de leite (200g)
1/2 xícara de leite integral
4 colheres de sopa de calda base
1 colher de chá de amido de milho
Sal
Ferva o creme de leite e o leite em fogo médio. Adicione a calda, o amido diluído em um pouco de leite e o sal e misture até que o creme fique consistente. O creme deve ficar bem empelotado, o correto seria acrescentar 2 fatias de pão branco em cubinhos ao creme de leite para criar esse efeito (novamente, não tinha pão branco em casa).

Torre uns 50 g pistache (sem sal) em uma frigideira e junte aprox. 50 g de castanhas-do-pará partidas. Corte 3 bananas-maçã em fatias diagonais e pique os morangos ao meio, cerca de duas caixinhas. Em taças para servir, alterne camadas de frutas, creme de abacate e ashta. Finalize com o coulis e pistache com castanha-do-pará. Para aqueles de paladar mais adocicado, sirva também com a calda base que restou.

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Quibe vegetariano assado (Vegetarian baked kibbeh)

Provavelmente, todos perceberam uma pequena alteração no ritmo e teor do blog nessa última publicação. A intenção inicial involuntária, que agora me parece incompreensível, era apenas publicar exclusivamente minhas receitas favoritas de doces e também escrever de forma culta (detalhe ao qual dedicava muita atenção). Entretanto, parando para pensar, qual o propósito por trás disso? Não há muito, mas também não sei se conseguirei largar o hábito da polidez rapidamente. Quanto ao conteúdo, decidi que vou publicar sobre outros tipos de pratos, por mais que o nome do blog indique o contrário. Afinal, ninguém vive só de doces. Além disso, também discorrerei sobre produtos, eventos, livros e tudo o mais relativo a comida, alimentação, e afins, pois é um tópico muito extenso que se abre em várias direções igualmente empolgantes.

Hoje eu vim publicar um petisquinho vegetariano delicioso que fiz pela primeira vez este ano. Não me lembro da receita original, mas esta versão que minha mãe preparou durante a semana é tão boa quanto relembro, se não melhor e mais cremosa. Lá vai.


Quibe vegetariano assado

Sirva com fatias de limão (eu também adoro com um belo molho inglês)
2 xícaras de chá de trigo para quibe
3 colheres de sopa de hortelã desidratada
4 colheres de sopa de cebola desidratada em flocos
125g de maionese light
2 limões
1 sachê de tempero de vegetais granulado
Sal a gosto
Manteiga ou azeite

Deixe o trigo de molho em água quente por duas horas, escorra e esprema. Adicione a hortelã, a cebola, a maionese, o suco dos dois limões e o sachê de tempero pronto. Se desejar, adicione sal à mistura. Pode-se deixar essa massa de trigo descansando de um dia para o outro na geladeira antes de assar os quibes, para que o sabor fique mais apurado e a massa mais fácil de moldar.
Usando duas colheres de sopa, molde os quibes e disponha-os em uma assadeira com papel manteiga. Por último, coloque pequenos pedacinhos de manteiga sobre cada um ou jogue um pouco de azeite antes de levar ao forno. Asse a 180º C por aproximadamente 25 min ou até que fiquem dourados.

Obs.: Se você não encontrar a cebola e a hortelã desidratadas, utilize a erva e o legume fresco.


Quibe vegetariano assado
Vegetarian baked kibbeh